Sobre

@ QUEM?

Mais que uma @ Eu sou a Mari.

Me perguntaram uma vez num rolê de fotografia: você é @ QUEM?
Me fez parar pra pensar: número de seguidores, curtidas e redes sociais, realmente não me definem. Meu propósito é outro, é autotélico, é pela arte e vai muito além de algo que eu em particular, considero tão superficial.

Durante muito tempo estive perdida dentro de mim mesma, hoje posso dizer sinceramente que encontrei a minha missão.

Ser retratista não me me resume apenas profissionalmente, durante a minha intensa jornada fotográfica descobri que me defini como ser humano. Entre acertos e erros, vivenciei por esses últimos 6 anos intensas experiências e descobri uma forma inexplícita para me expressar. O elo que a fotografia cria, seja entre fotógrafo, modelo ou espectador me mostrou a importância da conexão humana. E, por meio daqueles que posaram para mim, pude manifestar todas as incertezas, prazeres, angústias e realizações com luz e sombra. Aprisionar esses sentimentos dentre quatro linhas me libertou dos meus medos e, de forma sugestiva, pude me conectar com outras pessoas. Este vínculo que nos torna demasiadamente humanos caracteriza a minha visão artística.

Assim me formei, experimentando, vivendo, observando e manuseando a luz para causar um sentimento no meu público. Neste processo alcancei outros seres humanos inquietos, nesta mesma busca, procurando uma maneira também de externar seus sentimentos.


Essa é minha missão.

Conhecer histórias, peculiaridades.
Explorar, dividir e utilizar os retratos, a expressão corporal, a arte e abstração como um meio de conexão.


Sejam bem vindos ao meu mundo abstrato.
Sinta-se à vontade e sinta muito!
Pode mergulhar, que é tudo nosso <3



"See all those people on the ground
Wasting time
I try to hold it all inside

But just for tonight

The top of the world

Sitting here wishing

The things I've become

But something is missing

Maybe I...
But what do I know

It's clear in my head
And I'm screaming for something"


Dentre tantas inspirações, indubitavelmente a música é a mais predominante. É por meio dela que defronto-me comigo mesma, seja na minha solidão, na minha inquietude ou, simplesmente, no meu silêncio. Agita aquele turbilhão de caos que resume a nossa existência (engraçado como a internet pode ser um veículo que permite que essas pessoas se encontrem, né?).


Em um dos inexplicáveis encontros da vida, tive a honra de conhecer um ser humano incrível, Ivan Cash. Pude conversar com ele, trocar experiências inefáveis e retratá-lo. Enquanto nos conectávamos, notei uma tatuagem que ele tinha: "All is impermanent" (Tudo é impermanente).
Isso me fez entender alguns pontos em particular que mexeram comigo.

Sempre tive uma luta interna muito forte em aceitar minha intensidade e até mesmo de aceitar a mortalidade.
Sentir na pele o quanto a vida é cíclica, presenciar o começo meio e fim em tudo que acontece e até mesmo nas relações humanas, aceitar perdas, idas e vindas não é processo fácil - nem nunca será. Entretanto de certa forma me fez apreciar e valorizar cada pequeno instante, como se fosse (sempre é ou será) o último.

Eu sou grata por isso. Por poder ser intensa sem culpa.
Por conhecer pessoas e em aceitar essa impermanência da melhor maneira possível.

Sendo assim, faço desse, um ponto de partida em tudo que me proporciono viver.


E eu convido você, a fazer parte disso.


"Remember that mortality, gives us a stability to be fucking courageous and brave and to love so hard"